Insurtechs: As startups que estão mudando o mercado de seguros.
Contratar um seguro não costumava ser uma tarefa das mais
simples. Envolvia a necessidade de um bom corretor, muitos documentos,
burocracia e dificuldade para entender as coberturas. A boa noticia é que a
tecnologia começa a revolucionar este mercado que sempre foi muito fechado,
graças às insurtechs.
O termo vem da junção das palavras seguros e tecnologia em
inglês (isurance + technology).
Depois do mercado financeiro, como bancos, cartões de
crédito e meios de pagamento terem passado por um grande processo disruptivo
com a chegada de várias startups com processos mais flexíveis, menores custos e
soluções personalizadas para diferentes clientes, chegou a vez do mercado de
seguros.
A grande promessa dessas startups é reduzir a burocracia,
gerando maior acessibilidade financeira, com custos menores e produtos mais
personalizados o que irá facilitar a aquisição de planos de saúde, seguros de
automóveis, vida, residência, por exemplo.
Muitas companhias tradicionais estão fazendo parcerias com
essas startups para se beneficiarem da sua maior agilidade, de olho em
consumidores mais jovens que são mais propícios a adotarem novas tecnologias.
Apesar de ser um mercado recente, pesquisa da PWC, aponta
que 3 de cada 4 seguradoras, acreditam que parte do seu negócio corre o risco
de interrupção por causa das insurtechs. A pressão sobre as margens e a perda de
participação no mercado são destacadas pelos líderes como as principais ameaças
que essas startups representam para suas companhias.
Outro diferencial dessas startups é a capacidade que elas
tem avaliar o perfil do consumidor, durante a vigências do plano, podendo fazer
ajustes nas condições. As companhias tradicionais, usam como parâmetros para
calcular o valor da apólice, apenas os dados cadastrais preenchidos no momento
da contratação. Isso fazia com que um motorista cuidadoso que usava
menos seu veículo pagasse o mesmo que um descuidado que utilizava mais.
Ao usar algoritmos para analisar comportamentos, as insurtechs conseguem entender o perfil de cada consumidor, personalizar os planos e oferecer vantagens a quem dirige melhor.
Entre as companhias que já
estão operando no mercado brasileiro estão a Kakau, solução 100% digital. A startup está utilizando inteligência artificial
para, em caso de sinistro, dar suporte ao usuário através de qualquer
dispositivo seja móvel ou desktop para que ele solucione seu sinistro ou até
mesmo solicite algum tipo de assistência visando
agilizar ao máximo o processo e entregar a melhor experiência possível ao usuário.
Outro exemplo é a Youse, uma plataforma de seguros
online desenvolvida pela Caixa Seguradora. ThinkSeg é outra plataforma que
investe no mobile para integrar consumidores, corretores e seguradoras,
possibilitando a contratação de planos por dispositivos móveis sem a
necessidade de papeis.
A tecnologia também está sendo empregada por muitas
corretoras como a Segurize, Bidu e a Genial Seguros, plataforma do Grupo Futuro, que o Grupo Estado fez
um aporte no ano passado, adquirindo 50% da companhia especializada em vender
planos online comparando preços e planos com mais de 20 seguradoras.
Estamos assistindo apenas o início de uma profunda
transformação deste importante mercado que durante anos foi dominado por
companhias muito fechadas e tradicionais, graças as novas tecnologias. Com isso o consumidor ganha maior poder de escolha e comparação e menor burocracia para eleger a solução mais adequada para o seu perfil.
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